domingo, 12 de outubro de 2014

Dia dos filhos (dia das crianças), para pensar...





Comunicação Excessiva


Por Maria Cristina Tanajura     

riqueza

    Vivemos bombardeados por informação o dia todo, em todos os lugares. São os meios de comunicação, especialmente os aparelhos celulares que nos conectam com pessoas que nem conhecemos, com locais que nunca visitamos. E são jornais, televisões, outdoors, palavras, palavras, palavras…
    Mundo barulhento, vida corrida, e todos nós precisando de um pouco de silêncio para nos ouvir, pensar nas decisões que vamos tomando, a maior parte das vezes, sem qualquer análise, por falta de tempo.
    Muito perigoso viver dessa forma, pois para cada atitude geramos uma consequência e sem reflexão consciente, podemos estar sendo influenciados pela opinião da maioria, pela voz das ruas, que necessariamente pode não ser a nossa.
    Lembro-me da época em que os telefones não eram tão disponíveis, as ligações interurbanas muito difíceis, não havia celular, mas sobrevivíamos. Pessoas se relacionavam com outras de estados ou países distantes, pois o que une, nem sempre são as palavras, mas o sentimento, a vibração emitida por ambos.
    Hoje todos nos falamos muito, excessivamente, mas será que nos comunicamos melhor? Esta compulsão por clicar o celular melhorou as relações entre as pessoas?
    Se entrarmos em qualquer local público, é impressionante o número de pessoas que estão presas ao celular. Não percebem sequer quem está passando ao lado, as de verdade, não as imaginadas.
    Para a gente falar com os netos – mais atingidos pela nova mania – precisamos pedir que se afastem um pouco do celular, ou vão certamente ignorar que estamos presentes, ávidos de uma palavra, de um olhar.
Verdade que hoje em dia temos acesso a qualquer informação, através da internet – para o Bem ou para o Mal. Com tanto conhecimento, será que estamos deixando de avaliar questões primordiais, tais como: o que estou fazendo neste planeta? Quem sou eu, na realidade? Por que não me encontro feliz comigo mesmo? O que pretendo realizar nesta vida?
    Enfim, tantos números, tantas palavras, tantas fisionomias, tantos “amigos” nas redes sociais… Será que tenho mesmo um amigo? Alguém com quem possa ser eu mesmo, de quem possa receber um incentivo sincero, uma orientação proveitosa? Alguém que não precise de palavras pra me dizer o que sente, mas cujo olhar diga tudo que preciso saber?
     É um fenômeno assustador este. E que se alastra rapidamente. Não somos seres robotizados, mas espíritos estagiando num corpo físico. Sentimento e emoção são nossa essência. Somos Amor e pra amar existimos. Se a vida corre e não nos damos chance de conhecer, de abraçar, de trocar uma olhar carinhoso, de beijar alguém que muitas vezes esteve sempre ao nosso lado – mas que não percebemos – substituindo tudo isso por uma fantasiosa conversa pela internet, acho que corremos o perigo de chegarmos ao dia da partida com as mãos vazias e o coração triste.
    Uma conspiração terrível está ocorrendo e é preciso uma tomada de consciência. Não que a gente deixe de usar a internet, mas que a gente se defenda dela, pra não se perder.
    Entre os mais jovens, a exposição é terrível! Com a postagem de fotos na internet, fica fácil conhecer qualquer pessoa, principalmente aquela que a gente tem curiosidade de saber como é, pois no momento é alguém que me ameaça, num relacionamento. As pessoas, sem perceberem, se colocam alvos da inveja, da vibração doentia de muitos. Fica fácil, após uma curta pesquisa, saber do que gosta, o que faz, onde vive, com quem se relaciona.
    Será que isto é bom? Num mundo em crise de valores, ser visto e analisado por tantas pessoas diferentes não acredito que traga resultados positivos.
    E o pior – a gente fala, alerta e de nada adianta. Está virando um vício olhar o celular. Acreditem que fui testemunha de gente que escreve mensagens enquanto dorme – acho que devem ser sonâmbulas. O que importa perceber é que nem dormindo se desligam do “companheiro”.
    Triste mundo o nosso, onde estamos tão carentes de um sorriso, de um caloroso aperto de mão, de um abraço apertado e sincero, que diminuam a dor de conviver com tanta violência e tanta tristeza, e tudo isso é trocado por uma mensagem fria, muitas vezes fingida, num celular.
    E o Amor é que poderia nos salvar! Ao diminuir a violência, a desesperança, o vazio existencial…         Andamos como humanidade no caminho oposto – correndo, nos afastando de nós mesmos e do encontro real com o outro que nos espera, como nós a ele!
    Um pouco de silêncio… Calma, atenção, ao que se passa em nós e em torno de nós! Pra que o Amor possa nos alimentar e fazer nossos dias valerem a pena. 

PASSO A PASSO PARA COMENTAR:

"Bem aqui abaixo, clica em cima da palavra NENHUM COMENTÁRIO (em vermelho)... UM COMENTÁRIO... DOIS COMENTÁRIOS (depende do número de comentários feitos), vai abrir o texto e bem embaixo uma janela (um quadrado) branca, ali você escreve seu comentário. Depois clica em cima de SELECIONAR PERFIL, abre outra janela e clica em NOME/URL, abre um espaço para você colocar seu nome para identificar seu comentário, só precisa colocar seu nome e clicar em cima de CONTINUAR e depois clicar em PUBLICAR e seu comentário fica aqui para nos comunicarmos melhor!!!!"

Imagens pesquisadas na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou as retirarmos do blog.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Para pensar...

A LENDA DO COLAR

Li certa vez uma lenda, que não sei quem escreveu, mas que me fez muito bem. Dizia que um rei tinha dado à sua filha, a princesa, um belo colar de diamantes. Mas o colar foi roubado e as pessoas do reino procuraram por toda a parte sem conseguir encontrá-lo. Alguém havia dito ao rei que seria impossível encontrá-lo, porque um pássaro o teria levado fascinado por seu brilho. O rei, desesperado, então ofereceu uma grande recompensa para quem o encontrasse.

Um dia, um rapaz caminhava de volta para casa ao longo de um lago sujo e mal cheiroso. Enquanto andava, o rapaz viu algo brilhar no lago e quando olhou viu o colar de diamantes. Tentou pegá-lo, pôs sua mão no lago imundo e agarrou o colar, mas não conseguiu segurá-lo, o perdeu. No entanto, o colar continuava lá no mesmo lugar, imóvel. Então, desta vez ele entrou no lago, mesmo sujo, e afundou seu braço inteiro para pegar o colar; mas não conseguiu de novo, o colar escapava-lhe.
Saiu, sentou e pensou de ir embora, sentindo-se deprimido. Mas, de novo ele viu o colar brilhando.
 Decidiu agora mergulhar no lago, embora fosse sujo. Seu corpo ficou todo sujo, mas ainda assim não conseguiu pegar o colar.
Ficou realmente aturdido e saiu, sentou-se às margens do lago, pensativo… que mistério!
Um velho que passava por ali o viu angustiado, e perguntou-lhe o que estava havendo. O rapaz não quis contar para o velho com medo de perder a recompensa do rei. Mas o velho pediu ao rapaz que lhe contasse qual o problema, e prometeu que não contaria nada para ninguém e não o atrapalharia em nada.
O rapaz, dando o colar por perdido, decidiu contar ao velho. Contou tudo sobre o colar e como ele tentou pegá-lo, mas fracassando. O velho então lhe disse que talvez ele devesse “olhar para cima”, em direção aos galhos da árvore, em vez de olhar para o lago imundo. O rapaz olhou para cima e, para sua surpresa, o colar estava pendurado no galho de uma árvore. Tinha o tempo todo, tentado capturar um simples reflexo do colar…

A felicidade material é como este colar brilhante no lago deste mundo; pois é um mero reflexo da felicidade verdadeira do mundo espiritual. É melhor “olhar para cima”, em direção a Deus, que é a fonte da felicidade real, do que ficar perseguindo o reflexo desta felicidade no mundo material. A felicidade espiritual é a única coisa que pode nos satisfazer completamente.

Não é o que diz o Salmista?
“O homem passa como uma sombra, é em vão que ele se agita; amontoa sem saber quem recolherá” (Sl 38,7)


PASSO A PASSO PARA COMENTAR:

"Bem aqui abaixo, clica em cima da palavra NENHUM COMENTÁRIO (em vermelho)... UM COMENTÁRIO... DOIS COMENTÁRIOS (depende do número de comentários feitos), vai abrir o texto e bem embaixo uma janela (um quadrado) branca, ali você escreve seu comentário. Depois clica em cima de SELECIONAR PERFIL, abre outra janela e clica em NOME/URL, abre um espaço para você colocar seu nome para identificar seu comentário, só precisa colocar seu nome e clicar em cima de CONTINUAR e depois clicar em PUBLICAR e seu comentário fica aqui para nos comunicarmos melhor!!!!"

Imagens pesquisadas na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou as retirarmos do blog.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O grupo mais amado do MEF!!!!

Conhecido como Grupo Vovô, o Grupo Nosso Senhor do Bonfim nos dá sempre bons motivos para reafirmarmos nossa fé e a luta pelas famílias!!!

Apesar das dificuldades que a vida vai impondo, não esmorecem e continuam firmes, sempre incentivando e vibrando com as conquistas do nosso querido MEF!!!

Sim, este ano ficou marcado por empecílhos, mas será ainda mais lembrado pela amizade e pelos exemplos de superação!!!

Amamos muito!! Parabéns por mais um ano!!

 Este aniversário simboliza, acima de tudo, o amor e a dedicação ao nosso movimento, pois marca a criação...o início do MEF!!!

Somos todos muito agradecidos ao exemplo que vocês nos dão todos os dias!!!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Boa vindas aos novos MEFeanos!!!!!

Quem viveu jamais vai esquecer...lindo demais!!!
O 18° ENCONTRO DE CASAIS DO MEF!!!!

BOAS VINDAS para os novos MEFeanos!!! 
38 casais que, de agora em diante, fazem pate da Família MEFeana!!!

Esperamos vocês nos grupos das suas regiões!!!


É com um texto maravilhoso sobre um discurso do Papa Francisco, que os acolhemos!!!




O que entendemos por "amor"?



Com a sabedoria e a simplicidade que o caracterizam, o Papa Francisco começa com um importante esclarecimento sobre o verdadeiro significado do amor, já que, diante do medo do "para sempre", muitos dizem: "Ficaremos juntos enquanto o amor durar". 

Então, ele pergunta: "O que entendemos por 'amor'? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus. 

"O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos", acrescenta.



Três palavras mágicas para fazer o casamento durar



O Papa esclarece que o "para sempre" não é só questão de duração. "Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos." 

E fala sobre a convivência matrimonial: "Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (...) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: 'posso?', 'obrigado' e 'desculpe'". 

"'Posso?' é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. São Francisco dizia: 'A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor'. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde violento e arrogante, faz falta muita cortesia." 

"Obrigado': a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (...) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e aos dons de Deus diz-se 'obrigado'. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer 'obrigado' para caminhar juntos." 

"'Desculpe': na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: 'desculpe'. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã." 

Finalmente, o Papa acrescenta, com bom humor: "Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita...". 

E conclui: "Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimônio durará, seguirá em frente."

PASSO A PASSO PARA COMENTAR:

"Bem aqui abaixo, clica em cima da palavra NENHUM COMENTÁRIO (em vermelho)... UM COMENTÁRIO... DOIS COMENTÁRIOS (depende do número de comentários feitos), vai abrir o texto e bem embaixo uma janela (um quadrado) branca, ali você escreve seu comentário. Depois clica em cima de SELECIONAR PERFIL, abre outra janela e clica em NOME/URL, abre um espaço para você colocar seu nome para identificar seu comentário, só precisa colocar seu nome e clicar em cima de CONTINUAR e depois clicar em PUBLICAR e seu comentário fica aqui para nos comunicarmos melhor!!!!"

Imagens pesquisadas na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou as retirarmos do blog.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Voltando...




Ser Transparente


por Rosana Braga                

http://renatalombardi.files.wordpress.com/2013/11/sercince.jpeg



Às vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente… Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.


É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente… Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar…


Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.


Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser… Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!


Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção…


E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos… Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado…


Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar… doçura, compaixão… a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos… daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!


Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: “você está me machucando… pode parar, por favor?”. Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor…


Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível…


Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto… Que consigamos docemente viver… sentir, amar…


E que você seja todo coração, muito mais sentimento, inundado de um amor transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar…






Transparência e Doçura, muita doçura para todos nós MEFeanos!! Eis as palavras para estarem no coração de quem vai servir a Deus e aos irmãos no próximo encontro de casais!!!!!

PASSO A PASSO PARA COMENTAR:

"Bem aqui abaixo, clica em cima da palavra NENHUM COMENTÁRIO (em vermelho)... UM COMENTÁRIO... DOIS COMENTÁRIOS (depende do número de comentários feitos), vai abrir o texto e bem embaixo uma janela (um quadrado) branca, ali você escreve seu comentário. Depois clica em cima de SELECIONAR PERFIL, abre outra janela e clica em NOME/URL, abre um espaço para você colocar seu nome para identificar seu comentário, só precisa colocar seu nome e clicar em cima de CONTINUAR e depois clicar em PUBLICAR e seu comentário fica aqui para nos comunicarmos melhor!!!!"

Imagens pesquisadas na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou as retirarmos do blog.

quinta-feira, 20 de março de 2014

O Que Realmente Importa


Por Romero Marcius Viegas Meireles
  

Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada. – Cuida do mais importante e cumprirás a missão! – disse o soberano ao se despedir. Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar.


Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças. Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração. – Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal – disse alguém. – Não me importo – respondeu ele – Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará! Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada.




O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: “Cuida do mais importante!” Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo “fraco e doente” que recebera. – Porém, majestade, conforme me recomendaste, “cuida do mais importante”, aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer. O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: “Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio e candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem”.




Comparo esta estória com o ser humano que segue sua jornada na vida, tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse tudo ouro, esquecendo de cuidar de si mesmo, da própria alimentação, do próprio organismo, da própria saúde, da própria vida enfim. Certamente não cumprirá a missão, já que não sabe guardar o que é mais importante . Se você tiver a oportunidade de conhecer pessoas assim, como conheci e conheço a muitos, verá que na intimidade têm mais problemas que você ou eu e são cercados de infelicidades que elas mesmas, em grande parte, estão construindo. Antes que seja tarde, preocupe-se em: será que estou no Caminho da Consciência, do Cuidado consigo e com o Outro, do Autoconhecimento e do Autocontrole, de uma relação de amor e harmonia comigo mesmo e com a Natureza, ou estou outorgando a outros (padres, pastores, médicos, professores, etc.) a tarefa de saber acerca daquilo que eu sou e o que é pior, entregando-lhes a capacidade de administrarem minha própria vida, dizendo-me o que devo ou não fazer, desrespeitando a mim mesmo, à Natureza, e, tornando-me até mesmo anti-social e antiecológico? (Pense durante toda a sua vida sobre isto) O jovem simboliza cada um de nós.




O rei que mandou enviar a mensagem simboliza o Universo. A mensagem e alguns diamantes representam aquilo que devemos transmitir de verdadeiramente importante e aquilo que pode realmente ajudar o outro. A princesa representa o conhecimento que necessitamos adquirir e “desposar”. O rei de uma terra distante simboliza o outro, qualquer outro, em relação a cada um de nós. O cavalo representa nosso próprio organismo, o qual pode transportar-nos, para que possamos cumprir nossa missão. Sem um bom cavalo (um termo que inclusive é usado pelos umbandistas) é impossível. Poucas fazendas e muito distantes representam as adversidades que fazem parte do caminho. A caravana de mercadores representa as pessoas que encontramos no caminho (hoje em dia raras pessoas) que sempre nos levam ao encontro de nossas origens.


O jovem colocar a culpa do insucesso nas costas do cavalo “fraco e doente” que recebera representa a mania que temos de isentar-nos da responsabilidade de cuidar de nosso próprio organismo. Às vezes até com argumentações altamente elaboradas, de caráter filosófico e/ou teológico, do tipo, “o corpo é mesmo miserável, a carne é fraca, mal é o que sai da boca do homem, o que importa é a alma, ou o espírito”. Mas, enfim, tais desculpas esfarrapadas são insuficientes para isentar-nos daquilo que é na realidade essencial e afinal pagamos caro o preço de nossa desatenção e descuido. Recobrar os sentidos e encontrar-se de volta à sua cidade, significa o cair em si. O irmão do rei, e, rei da terra do Norte, representa a possível vitória, o objetivo a ser alcançado na jornada de auto-realização que todos nós podemos e devemos empreender nesta vida, como sendo o mais importante de fato, a ser realizado. O cumprimento de nossa missão de vida. Manter o cavalo forte e viçoso representa a fidelidade que devemos ter para com aquele que nos emprestou o necessário para cumprirmos nossa missão: O Universo. Perder o animal e guardar as pedras simboliza a atenção para com o que na verdade não é o essencial e a desatenção para com aquilo que verdadeiramente é importante, aliás, uma característica de quase todos hoje em dia.

    Olhar apenas para o tesouro do reino e não ter olhos para a rainha e para os servos (para os que servem) representa o acúmulo de bens transitórios e o desprezo para com a aquisição do conhecimento da verdade (a sabedoria) e também para com o círculo de relacionamentos. 

terça-feira, 11 de março de 2014

Quaresma...Conversão!!!

Depois de termos, piedosamente, recebido as cinzas que nos foram impostas em nossas cabeças, com a abertura da quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas, ecoa em nosso coração o convite da Igreja: "Convertei-vos e Crede no Evangelho".



E, para crer no Evangelho, nós devemos lembrar que "somos pó e ao pó retornaremos", por isso mesmo a conversão é um processo contínuo. A conversão não pode ser forçada, porque Deus nos concede o livre arbítrio.

Neste primeiro domingo da quaresma, que é um grande retiro popular, para cada um de nós, a Igreja nos chama a atenção acerca das "tentações". Somos tentados a cada momento, pelos prazeres desordenados, pela vaidade, pela necessidade de opressão e de poder despótico de mando. Somos tentados pelo ter, pelo ser e pelo poder.

O Beato João Paulo II disse que "antes de iniciar a sua atividade pública, Jesus, impelido pelo Espírito Santo, retira-Se no deserto durante quarenta dias. Ali, como lemos hoje no Evangelho, Ele é posto à prova pelo demônio, que Lhe apresenta três tentações comuns na vida de todo o homem: a voluptuosidade dos bens materiais, a sedução do poder humano e a presunção de submeter Deus aos próprios interesses". 

O livro primeiro das Escrituras Sagradas nos apresenta a tentação de Adão e Eva: (Gen 2,7-9.3,1-7) Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. No entanto o homem preferiu construir o "paraíso" a seu modo. Rompendo com o projeto de Deus, "sentiu-se nu", despojado dos dons de Deus, incapaz de ser feliz. O Homem vem "da terra", no entanto recebe também o "sopro de Deus". Deus criou o homem para ser feliz, em comunhão com Deus e indica-lhe o caminho da imortalidade e da vida plena. A escolha errada do homem, desde o início da história, destrói a harmonia no mundo e é a Origem do Mal.

São Paulo nos apresenta Adão e Jesus. (Rm 5,12-19) Adão representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus e decidir, por si só, os caminhos da salvação e da vida plena; Jesus é o homem que escolhe viver na obediência às propostas de Deus.

No Evangelho Jesus é tentado três vezes: a tentação da abundância, do prestígio e do poder. Jesus é tentado a transformar pedra em pão e responde que "nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus". Jesus, em segundo lugar, registra o prestígio, o poder, as facilidades, os holofotes, a necessidade de aparecer, e diz: "Não tentarás o Senhor teu Deus". Por fim, Jesus é tentado ao poder. Como esta tentação continua atual, principalmente naqueles homens da hierarquia eclesiástica que fazem ouvidos moucos aos exemplos e vivência do Papa Francisco. O Papa, tal como Jesus, nos dá o recado claro e cortante: "Adorarás somente ao Senhor, Teu Deus!".


Nosso Senhor Jesus Cristo recusou a tentação do pão, da glória e do poder e nos ensinou que só uma coisa é verdadeiramente decisiva e fundamental: a fidelidade a Ele e à sua Palavra de Salvação.

O tempo da quaresma é um tempo de vencer as tentações que Jesus viveu e que são as mesmas tentações que todos vivemos. O Papa Emérito Bento XVI ensinou: "O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição de homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida". 

Para vencer as tentações devemos contar com a graça de Deus, reforçando o triple deste tempo: jejum, oração e penitência. A paciência e a humildade de seguir o Senhor todos os dias, aprendendo a construir a nossa vida sem O excluir, ou como se Ele não existisse, mas nele e com Ele, porque é a fonte da vida verdadeira. A tentação de eliminar Deus, de pôr ordem sozinho em si mesmo e no mundo, contando unicamente com as próprias capacidades, está sempre presente na história do homem.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O que estamos construindo?????



Faça o Bem



Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu. O anjo guardião levou-o por várias alamedas e foi lhe mostrando as moradias. Passaram por uma linda casa com belos jardins. O homem perguntou:

- Quem mora aí?
- É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.
O homem ficou pensando: “Puxa! o Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom!”.
Logo a seguir, surgiu uma outra casa ainda mais bonita:

- E aqui, quem mora?
- Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira.
O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser, no mínimo, um palácio. Estava ansioso por vê-la. Nisso, o anjo parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:
- Esta é a sua casa!

O homem ficou indignado!
- Como é possível? Vocês sabem construir coisa muito melhor!!!
- Sabemos, respondeu o anjo, mas nós construímos apenas a casa. O material é selecionado e enviado por vocês mesmos. Você só enviou isso!
Cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual 
construímos a eternidade. Tudo se decide por aqui 
mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia.

Pensemos nisso amigos MEFeanos!!
O que estamos enviando lá para cima????

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Importante...

Irritação e impaciência: Um dia de cada um...
Por Rosana Braga              


Todos nós temos dias difíceis, em que nos sentimos sem paciência e irritados. Por isso, diria que a irritação e a impaciência, quando ocasionais ou decorrentes de alguma fase complicada da vida, não é exatamente um problema. Talvez um alerta, um aviso de que a vida pode ser bem mais fácil se conseguirmos manter a calma e administrar melhor nossos impulsos.



Caso contrário, aqueles que vivem à beira de um ataque de nervos, tendem a repelir as pessoas e até a perder o contato com amigos e entes queridos. Afinal, são raros os que toleram por muito tempo e de forma espontânea pessoas mal humoradas, reclamonas, grosseiras e intolerantes. É realmente uma convivência desgastante.
Excessos à parte, penso que nos relacionamentos, o problema começa quando os dois estão sempre irritados e sem paciência ao mesmo tempo, nos mesmos dias. Ou seja, quando um não consegue manter o equilíbrio diante do desequilíbrio do outro. Mais ou menos assim: um não acorda bem. Está visivelmente irritado e mal humorado. O outro, se não estiver atento e consciente, tende a se deixar contaminar e, sem se dar conta, fica irritado e mal humorado também.

        Nem sabe por que. Ou talvez justifique seus sentimentos dizendo que foi o outro quem provocou. Mas isso não é exatamente uma verdade. Em última instância, cada um é responsável por seus próprios sentimentos. E quando nos observamos e refletimos sobre o que estamos sentindo, conseguimos perceber o que é nosso e o que não é. Conseguimos recuperar a noção de nossa realidade e lidar melhor com o que sentimos, como sentimos e por que sentimos.
Um dos grandes trunfos que você pode desenvolver no seu relacionamento é aprender a dar espaço ao outro e reconhecer que hoje não está sendo um dia fácil para ele. Neste dia, dê um crédito ao seu par. Decida fazer o contraponto e manter a calma. Decida-se por não se misturar com o que incomoda, com o que desestabiliza. Decida-se por se manter atento a si mesmo, ao que pensa, ao que fala e ao que sente. Mas, principalmente, ao que faz.

A ideia é que os dias fáceis sejam compartilhados e multiplicados, mas os dias difíceis sejam divididos. Um dia de cada um. Uma espécie de pacto da paz. Evitar, ao máximo, ficarem irritados e impacientes ao mesmo tempo. Quando um está sem paciência, o outro releva, compreende e dá um tempo até que os ânimos de acalmem.
Assim, como um time, em nome do amor e da boa convivência, maduros e conscientes, torna-se bem mais prazeroso se relacionar. E quando não for possível, tudo bem. Só a tentativa de dar um crédito ao outro no seu ‘bad day’ e a consideração de que existe essa possibilidade já pode fazer uma grande diferença. E de crédito em crédito, vocês só têm a ganhar!? 

Falando um pouco de relacionamentos(nosso tema constante), esta é um dica muito importante...Um precisa ajudar o outro, por isso PAR (parceria)!!! FICA A DICA!!!
Um grande abraço saudoso a todos os MEFanos, recomeçamos as atividades no início de março!!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Em 2014...Tire o pó se precisar!!!

TIRE O PÓ SE PRECISAR



Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!! 
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério! 


Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela! 

Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis! 

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar - todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!

E agora, se alguém aparecer de repente? 
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém... 
...as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...

Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA... APROVEITE-A!!! 

Tire o pó... se precisar...
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? 
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR ! 
Tire o pó... se precisar... 

Mas você não terá muito tempo livre... 

Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó... se precisar... 

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente.... 

- Pense bem, este dia não voltará jamais!!! 

Tire o pó... se precisar...
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora... 

E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!

Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou. 

AFINAL: 

"Não é o que você junta, e sim o que você espalha que reflete como você vive na sua vida."



Feliz Ano Novo a todos os amigos MEFeanos!!


Que este ano o MEF cresça ainda mais com a ajuda e a participação de todos...
Participação é algo poderoso, transforma e dá exemplo!!!
Então...que 2014 seja um ano de muita participação!!!!