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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Importante...

Irritação e impaciência: Um dia de cada um...
Por Rosana Braga              


Todos nós temos dias difíceis, em que nos sentimos sem paciência e irritados. Por isso, diria que a irritação e a impaciência, quando ocasionais ou decorrentes de alguma fase complicada da vida, não é exatamente um problema. Talvez um alerta, um aviso de que a vida pode ser bem mais fácil se conseguirmos manter a calma e administrar melhor nossos impulsos.



Caso contrário, aqueles que vivem à beira de um ataque de nervos, tendem a repelir as pessoas e até a perder o contato com amigos e entes queridos. Afinal, são raros os que toleram por muito tempo e de forma espontânea pessoas mal humoradas, reclamonas, grosseiras e intolerantes. É realmente uma convivência desgastante.
Excessos à parte, penso que nos relacionamentos, o problema começa quando os dois estão sempre irritados e sem paciência ao mesmo tempo, nos mesmos dias. Ou seja, quando um não consegue manter o equilíbrio diante do desequilíbrio do outro. Mais ou menos assim: um não acorda bem. Está visivelmente irritado e mal humorado. O outro, se não estiver atento e consciente, tende a se deixar contaminar e, sem se dar conta, fica irritado e mal humorado também.

        Nem sabe por que. Ou talvez justifique seus sentimentos dizendo que foi o outro quem provocou. Mas isso não é exatamente uma verdade. Em última instância, cada um é responsável por seus próprios sentimentos. E quando nos observamos e refletimos sobre o que estamos sentindo, conseguimos perceber o que é nosso e o que não é. Conseguimos recuperar a noção de nossa realidade e lidar melhor com o que sentimos, como sentimos e por que sentimos.
Um dos grandes trunfos que você pode desenvolver no seu relacionamento é aprender a dar espaço ao outro e reconhecer que hoje não está sendo um dia fácil para ele. Neste dia, dê um crédito ao seu par. Decida fazer o contraponto e manter a calma. Decida-se por não se misturar com o que incomoda, com o que desestabiliza. Decida-se por se manter atento a si mesmo, ao que pensa, ao que fala e ao que sente. Mas, principalmente, ao que faz.

A ideia é que os dias fáceis sejam compartilhados e multiplicados, mas os dias difíceis sejam divididos. Um dia de cada um. Uma espécie de pacto da paz. Evitar, ao máximo, ficarem irritados e impacientes ao mesmo tempo. Quando um está sem paciência, o outro releva, compreende e dá um tempo até que os ânimos de acalmem.
Assim, como um time, em nome do amor e da boa convivência, maduros e conscientes, torna-se bem mais prazeroso se relacionar. E quando não for possível, tudo bem. Só a tentativa de dar um crédito ao outro no seu ‘bad day’ e a consideração de que existe essa possibilidade já pode fazer uma grande diferença. E de crédito em crédito, vocês só têm a ganhar!? 

Falando um pouco de relacionamentos(nosso tema constante), esta é um dica muito importante...Um precisa ajudar o outro, por isso PAR (parceria)!!! FICA A DICA!!!
Um grande abraço saudoso a todos os MEFanos, recomeçamos as atividades no início de março!!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

PAI E MÃE - ACORDEMOS ENQUANTO TEMOS TEMPO...




...Era quarta-feira, 08:00h. Cheguei a tempo na Escola do meu filho - "Não se esqueçam e vir à  reunião de amanhã, é obrigatória!" - Foi o que a professora tinha dito no dia anterior.

- "Que é que essa professora pensa! Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela diz? Se ela soubesse quanto era importante a reunião que eu tinha às 8:30h!" Dela dependia uma boa negociação e ... Tive que cancela-la!

Lá estávamos nós, mães e pais, e a professora.

Começou a tempo, agradeceu nossa presença e começou a falar. Não lembro o que ela dizia, minha mente estava pensando em como iria resolver esse negócio tão importante, já me imaginava comprando aquela televisão nova, com o dinheiro.

“João Rodrigues!” – escutei ao longe – “Não está o pai de João?” – diz a professora.

“Sim, eu estou aqui” – contestei indo para receber o boletim escolar do meu filho.

Voltei pro meu lugar e disse ao abrir o boletim.... –“Para isso foi que eu vim???? Que é isso???” O boletim estava cheio de seis e setes. Guardei rapidamente, para que ninguém pudesse ver como tinha se saído meu filho.

De volta para casa, aumentava ainda mais minha raiva, cada vez que pensava:

“Mas, se eu dou tudo para ele, não tem faltando nada!

Agora ele vai ver!” Cheguei, entrei a casa, fechei a porta de uma batida e gritei: “Vem aqui, João!”

João estava no quintal, correu para abraçar-me. –“Papai!” 

– “Nada de papai!” o afastei de mim, tirei o meu cinturão e não lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo em que falava o que pensava dele.

– “Agora vai para o teu quarto!”



João foi chorando, sua face estava vermelha e a sua boca tremia.

Minha esposa não falou nada, só mexeu a cabeça num gesto de negação e entrou na cozinha.

Quando fui para cama, já mais tranquilo, minha esposa me entregou o boletim do João, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:

- “Leia devagar e depois pense numa decisão...”

Bem no começo estava escrito: BOLETIM DO PAPAI.

Pelo tempo que teu pai dedica a conversar contigo antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para brincar contigo: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ajuda com as tarefas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica par te levar de passeio com a família: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para te ler um livro antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te abraçar e te beijar: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para assistir televisão contigo: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para escutar tuas dúvidas ou problemas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ensinar coisas: 7

Média: 6,22

As crianças tinham qualificado os seus pais. O meu deu para mim 6 e 7 (sinceramente eu tinha merecido 5 ou menos) 

Me levantei e corri para o quarto dele, o abracei e chorei.



Queria poder voltar no tempo... mas isso não é possível. 

João abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas lagrimas, sorriu, me abraçou e disse: 

- “Eu te amo papai!” Fechou os olhos e dormiu.

Acordemos pais!!! Aprendamos a dar o valor certo aquilo que é mais importante em relação aos nossos filhos, já que disso depende o sucesso ou fracasso na suas vidas.



Já pensou qual seria a 'nota' que seu filho

daria para você hoje?

                                                                                           Autor desconhecido.



PASSO A PASSO PARA COMENTAR:

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terça-feira, 5 de março de 2013

O Nó do Afeto...

            A diretora de uma escola ressaltava a importância da presença dos pais na vida dos filhos. Educadora experiente e sensível, ela dizia entender que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar mais às crianças. O desenvolvimento delas, em todos os sentidos, dependia muito da presença afetiva dos pais que, se não podia ser em quantidade, devia ser em qualidade.

             E perguntou: que tipo de contato efetivo e afetivo vocês tem com seus filhos ao longo da semana? Quanto tempo dedicam, de verdade, a estar com eles, conversar com eles, ouvi-los, conhecê-los?

            Um homem, então, levantou a mão e pediu licença para falar. A pele marcada por rugas precoces, as mãos grossas e cheias de calos já falavam da rudeza do seu trabalho, da dureza da sua vida.

           Com um jeito simples e humilde, o homem disse que era pedreiro e realmente não tinha muito tempo nem de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana. Quando saía para trabalhar, era muito cedo e o menino ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço, já era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. 




            Explicou, então, que havia combinado com o filho um modo dele saber que todas as noites, quando chegava do trabalho, ele ia à sua cama, o beijava e abençoava enquanto dormia. Para que soubesse da sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente, todas as noites. Quando o menino acordava e via o nó, sabia que o pai tinha estado ali e o havia beijado e abençoado. De segunda a sexta feira aquele nó era o meio de comunicação entre eles. Nos finais de semana matavam as saudades através de coisas também simples, como um café da manhã compartilhado à mesa, um passeio no parque, um jogo de futebol.

            O homem terminou de falar e sentou-se, em meio a um silêncio emocionado. 

            A diretora emocionou-se mais ainda quando minha colega lhe disse que aquele garoto era seu aluno e, mais, era um dos melhores alunos da escola, além de um dos mais alegres.

            Na sua casa, provavelmente bem simples, onde faltavam certamente tantas coisas, o essencial estava sempre presente, em especial na figura daquele pai, aparentemente ausente.

            No rolo compressor da sociedade de consumo, com sucessivas datas comemorativas nas quais somos induzidos a dar e receber presentes, fico pensando sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem umas com as outras. Aquele pai encontrou a sua, simples como ele, mas eficiente. E o mais importante, o filho recebia, através daquele nó, todo o afeto que o pai podia lhe oferecer naquele momento e circunstância.

            Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através dos sentimentos; simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias. 





            É válido que nos preocupemos em estar com as pessoas, em especial em momentos festivos, como Natal, Dia das Mães, dos Pais, das crianças, mas o mais importante é que elas saibam, que elas sintam que fazemos isso por amor, mesmo quando não podemos estar tão presentes ou dar os presentes que gostaríamos.

           Segundo os teóricos, para que haja comunicação é preciso uma mensagem, um transmissor e um receptor. Mas para haver um “contato” amoroso tanto faz ser o telefone, um computador, ou coisas bem simples como uma palavra, um bilhete, um recado, ou um nó na ponta de um lençol... o que importa é que as pessoas "ouçam" a linguagem do coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos são mais poderosos e eficientes que qualquer teoria ou tecnologia.

           Na linguagem do afeto, do coração, transmissor e receptor estão sempre em contato.

           E para sempre...

          Tudo isso me faz lembrar uma cena da minha infância que, provavelmente, está na lembrança da infância de muita gente. Eu era menino, moleque de rua, numa época em que ser moleque e brincar na rua eram as coisas mais saudáveis do mundo. Invariavelmente chegava em casa com um joelho esfolado, um cotovelo ralado, um galo na cabeça. Choramingando, ia até minha mãe e me aninhava no seu colo. Ela passava a mão em meus cabelos, me apertava em seu abraço e perguntava: dói aqui? E em seguida beijava o lugar dolorido.





          Nunca houve remédio mais eficaz para curar minhas dores de menino.

          Um beijo, um abraço, revestidos do mais puro afeto, curam dor de cabeça, arranhão no joelho, medo de escuro, medo do futuro...

          As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um beijo, um abraço ou um nó... um nó cheio de afeto e carinho.

          Um nó de amor...

           Deus, ao nos enviar seu filho, que se identifica e se faz presente em todo e qualquer ser humano, a começar dos mais simples, dos mais pobres, dos mais excluídos, deu um nó na ponta do lençol da nossa História.

           Quando “acordamos” e vemos, no olhar do outro, o nó amoroso de Deus, nos sabemos “laçados”, amados, cuidados, abençoados.

           E para sempre...


Autor desconhecido







E ai?? Já deu seu nó hoje??? 

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Café da Manhã...



Por Marcelo Gonçalves                          


                O café da manhã que mamãe preparava era maravilhoso! Embora fôssemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, depois era bife com pão, lingüiça com ovo e pão... Tudo feito com simplicidade.
                Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da 'lua de mel', para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com a casa da mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa. Olhei para o lado e vi minha esposa, Neusa, dormindo profundamente. Feito um anjinho – de pedra!


                Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. Nada! Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos. Ao me sentar na mesa de trabalho, sentindo a estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles"(Lucas 6:31).
                Disse pra mim mesmo: 'O Senhor não precisa dizer mais nada'. Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para Neusa. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo! Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase vinte e cinco anos de casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor!


                Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo... Tenho muito a melhorar, tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como Cristo amou a congregação e se entregou por ela"(Efésios 5:25)

               O matrimônio é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em Deus, pois sem Ele nada podemos fazer.


         Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase: Há mais felicidade em dar do que há em receber" (Atos dos Apóstolos 20:35). Quando se descobre isso no matrimônio, se descobre o princípio da felicidade.
        Por que muitos casamentos não tem ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o 'cada um por si' que vigora.
Estamos na sociedade do descartável. Pessoas não são descartáveis, porém, o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.
            O matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente.


            É preciso declarar, todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: 'Eu amo você'. Não é fácil dizer isso às vezes, pois muitas vezes acordo de mal comigo mesmo. Faça isso agora também. Declare seu amor!
            Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: 'Se você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case! Fique como está, solteiro mesmo'. Mas, se sua intenção é casar para fazer alguém feliz, case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo!
O segredo da felicidade é fazer o outro feliz!!!!

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terça-feira, 19 de junho de 2012

A capacidade de ver o outro de forma diferente...

Um amor eterno 


                                                                                                      Por Padre Fábio de Melo
O amor só pode ser eterno à medida que vivermos a conquista do outro todos os dias. E isso só a partir do momento em que o amor de Deus incendiar a nossa vida. Nós só podemos ser livres quando temos dono, mas um dono que nos administre para o amor e para a liberdade. O meu Dono [Deus] me ama, tem apreço por mim! Não vai me sugerir nada que vá me fazer mal, porque Seu dom é amor. Ele não escraviza ninguém. 


Para ter fogo é preciso ter lenha. Deus é o fogo. Nós precisamos ser essa lenha onde o Senhor queime. O Todo-poderoso não faz milagres para mostrar o Seu poder apenas, mas todas as manifestações do Senhor são para conquistar o coração que está ali. Ele assim fez com Moisés. A conquista vem por intermédio de coisas bonitas. Se você vai receber amigos, você oferece o melhor. Busca um jeito de manifestar o amor. É isso que Deus fez com esse profeta.  

O "bonito" não se limita a um atrativo estético, interior. É você perceber algo a mais. É descobrir que alguma coisa daquela beleza supera as suas formas. É algo maior que me chama, que fala de mim, como se aquela beleza fosse algo que me faltasse. O amor é essa capacidade de ver o outro de forma diferente. No meio de tanta gente, alguém se torna especial para você e você se aproxima. O amor é essa capacidade de retirar alguém da multidão, tirá-lo do lugar comum para um lugar dedicado, especial. Alguém descobriu uma sacralidade em você. 


Amar é você começar a descobrir que, numa multidão, alguém não é multidão. Quando alguém se aproximou de você foi porque você gerou um encanto nessa pessoa. O outro se sentiu melhor quando se aproximou de você. A beleza da totalidade que você tem faz o outro melhor. A primeira coisa que o amor esponsal e conjugal cura são as orfandades que a vida nos colocou.
Não acredito em um casamento que não tem Deus na sua história. Como o seu marido vai reconhecer a sacralidade do seu coração se ele não traz a consciência de todo o sagrado que você é? O amor, quando não é amor, vira competição, disputa. Por isso o amor que é iniciado e mantido em Deus será sempre um amor de promoção do outro. 


O casamento é um encantamento pelo outro, o qual vai ganhando sentido quando o vou conhecendo. Assim, todos os dias você precisa se aproximar do outro e descobrir o motivo para continuar o respeito e a alegria de estar diante daquela, que é sua ajuda adequada.
Casamento em que o outro é opressão, não é amor. O amor leva para o alto! Se vocês não se promovem mais significa que vocês estão esquecendo a vocação primeira do matrimônio: o de acender o fogo do amor, da dignidade e da felicidade do outro. 

Depois de vivenciarmos o encontro de casais, voltamos para nossas casas e tudo está como estava antes do encontro, o que está diferente somos nós!!
 Estamos inquietos, tem algo fervendo dentro da gente, estamos desejando melhor e querendo tudo!!!
Nossa fé precisa ser firme e nossos passos mais firmes ainda...
Precisamos ser perseverantes e confiantes em Deus para que nosso caminhar não se perca, para que possamos viver dentro de nossas casa o reino d'Ele!!

Desejamos a todos (novos e veteranos) MEFeanos...
Um amor Eterno
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pensando...


Amor Não É Algo Que Se Sente. É Algo Que Se Faz!

                                                                                                                             Por Rosana Braga         
      Não é novidade nenhuma afirmar que um dos problemas mais graves e recorrentes em qualquer relacionamento é o da comunicação. Muitos casais sequer sabem do que é feita a autêntica e eficiente comunicação.

     Comunicar-se com a pessoa amada não inclui somente falar, seja sobre o que pensa, sente ou quer, como a maioria acredita. Inclui especialmente e acima de tudo, ouvir. Mas não ouvir somente com os ouvidos, somente as palavras que estão sendo ditas, somente o que é conveniente.
      Para que uma conversa realmente termine bem, ou seja, sirva para resolver pendências, amenizar crises e solidificar o amor, seus interlocutores devem ouvir com todo seu ser, incluindo sensibilidade, intuição e a firme decisão de – por mais difícil que seja – compreender o que o outro está pensando, sentindo e querendo!


     Mas por que isso parece mesmo tão difícil? Simplesmente porque aprendemos que conversas entre casais que discutem alguma divergência têm de virar briga, onde cada um deve tentar falar mais alto que o outro e provar, a qualquer custo, que está com a razão! Aprendemos, infelizmente, que conversas são como jogos, e servem para mostrar quem é o vencedor e quem é o perdedor! Mas, definitivamente, isso nunca funcionou e nunca vai funcionar!

     Simplesmente porque num relacionamento, seja ele de que nível for, não existe um certo e um errado e, sim, dois pontos de vista, dois pedidos, dois sentimentos, duas interpretações, dois universos que, em última instância – e isso posso afirmar com toda certeza do mundo – só querem ser aceitos, amados e felizes!


     Mas enquanto um e outro falarem como se disparassem flechas em direção ao alvo, enquanto tentarem impor seus desejos e repetirem frases-feitas do tipo com você, não dá para conversar, você nunca me ouve, você é um egoísta-cabeça-dura, não vão chegar a um consenso, muito menos à paz que tanto desejam (mas não sabem como alcançá-la).
     Parece mesmo contrária essa vontade de viver um grande amor, cheio de alegrias e aquela harmonia de quando estavam completamente apaixonados e, ao mesmo tempo, essa estranha e angustiante fome de discussão, desentendimento e embate pelos motivos mais bobos, pelas razões mais infantis, por questões que, no fundo, na maioria das vezes, não têm nem metade da importância que se dá a elas durante uma briga.


    A impressão que fica é que, em algum momento da história, solidificou-se a idéia – completamente equivocada e ineficaz – de que amor é isso: uma queda de braços, um interminável vai-e-vem de destilar a própria raiva à custa do outro para, em seguida, arrepender-se e fazer as pazes. Mas acontece que isso só serve para desgastar a relação, acumular mágoas e amontoar frustrações.
      O que sobra? Cada qual no seu limite, a sensação de que não vale mais a pena. 


     Talvez você diga: eu bem que tento conversar, mas o outro não tem condições! Ok, mas você tenta quanto? Até o outro dar a primeira resposta torta e grosseira e você pensar: ah, mas não vou mesmo ficar aqui ouvindo isso, e daí aumenta o tom de voz o máximo que pode para deixar bem claro que você tentou, mas que com ele é impossível? Ou, talvez, simplesmente desiste da conversa e sai, alegando sua superioridade?


     Assim, pode estar certo de que não vai funcionar! Se você realmente deseja se entender com quem ama, tente mais! Não aumente o tom de voz, fale com calma e repita, quantas vezes forem necessárias, que você deseja compreendê-lo. Para tanto, faça perguntas, peça para que ele explique como está se sentindo, por que reagiu de tal forma, enfim, esmiúce detalhe, interesse-se de verdade pela dor do outro e tenha a certeza de que isso, sim, é amor!


     Mais do que declarar o que você sente, mostre! Afinal, pode apostar: Amor não é só algo que se sente. É algo que se faz!  


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Então...
Vamos Vivendo e MEFeando!!!
Aprendendo, Ensinando e 
Sabendo Amar!!!

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Nem tudo é fácil...

por Cecília Meireles

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...

É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!

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Com amor, dedicação e Deus no coração tudo é possível!!!!!
Nosso MEF que diga!!!!

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Relacionamentos!"


Por Rubem Alves

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal.
Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me...

Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.” (…)
A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo…”
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário.
E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de interromper, derrotar.


O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo.
Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.
Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.

Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.

Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

A bola: são nossas fantasias, idéias, sonhos sob a forma de palavras.

Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá… Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. 
Bola vai, bola vem – cresce o amor…

 Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim..


Essa é a dica mefeana para as estações mais quentes do ano: Jogar frescobol (sem preconceito), faz bem!!!
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A ponte...

Você saberia dizer qual é a ponte mais importante do mundo?

                                                                                                  

    Talvez muitas imagens de mega-construções tenham passado pela sua mente neste instante, mas seguramente nenhuma delas é a mais importante, embora todas sejam úteis. Agora imagine uma mãe com seu bebê no colo…  Imagine o neném sugando o leite materno enquanto a mãe o acaricia e o envolve em terno carinho…  Sem dúvida, uma imagem divina!
    Agora imagine uma criança deitada sobre o peito de seu pai, enquanto o pai passa suavemente a mão sobre suas costas…
    Outra cena comovente, com certeza…
    Mas, afinal de contas, o que isto tem a ver com a ponte mais importante do mundo?  Tem, e muito.
    Esses pequenos gestos são os alicerces que sustentarão a ponte mais eficiente e mais importante da vida: a ponte do diálogo.
    Muitos pais desconhecem que é desde os primeiros dias de vida de seus bebês que a ponte do diálogo deve ser iniciada.  Os pais que sabem disso começam a conversar com o filho enquanto este ainda se move no ventre materno. E o neném responde, ao seu modo.

                                                                                                


     Mas quando esse importante meio de comunicação e união não é construído, as conseqüências podem ser desastrosas, pois um precipício pode se abrir entre pais e filhos.  Desatentos para essa realidade, muitos genitores crêem que somente quando o filho for jovem é que deverão se preocupar com uma aproximação. Ledo engano!
    Não é raro que muitos pais se desesperem quando tentam dar um passo na direção do filho e só encontram um profundo vazio…  Não há ponte… Não há como se aproximar…
    Perplexos, os pais gritam. Também em vão…  Os filhos não os ouvem. Não há entendimento. Só há um grande e triste distanciamento…“Onde foi que eu errei?”, perguntam-se. Mas não ouvem resposta alguma.    
    O filho pequeno, que ainda não sabe se comunicar com palavras, é extremamente sensível aos gestos dos pais, mas é tratado como se fosse apenas um boneco, sem razão nem sentimentos…  Não é digno de atenção, pois não sabe se expressar…
    Outro equívoco, pois logo as crianças demonstram sua indignação agindo com rebeldia ou violência, ou se isolando do mundo.
    Por todas essas razões, e outras mais, é importante pensar nessa ponte de afeição que liga as criaturas.  Ela precisa ser construída com cuidado, usando-se os melhores sentimentos de ternura, atenção e respeito, os únicos que são eficientes e duráveis.  Por mais que avance a tecnologia, que se tenha mil modos de comunicação, nada substitui o diálogo caloroso entre os familiares.  E não basta apenas estar junto, não basta oferecer o peito ao bebê e ficar com a mente e o coração distantes.
Não é suficiente sentar-se na mesma poltrona, ligar a TV e ver um bom filme. É preciso estar junto, sentir o coração pulsando, os olhares fugidios, os medos escondidos.    Considere tudo isso e comece, ainda hoje, a construção dessa ponte de ternura que aproximará você de quem você ama. Não permita que a erosão da indiferença abra valas intransponíveis entre você e os seus amores! Aproxime-se, de corpo e alma, enquanto ainda há tempo…
     Quando a ponte do diálogo é construída sobre as bases da confiança e do respeito mútuo, não há nada capaz de derrubá-la, e as relações afetivas estarão sempre preservadas.

                                                                                                          


Somos todos, potenciais construtores de pontes!!!!
                                                                                                        (Rosana Braga)

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